Animais do Pantanal

O Pantanal é um mosaico de ambientes. Isso faz com que a expressão animais do pantanal seja pouco ajustada.

A fauna do Pantanal é composta por bichos que são encontrados também em outros biomas brasileiros.

O que mais caracteriza o Pantanal é a alternância entre um período de muita chuva e um período mais seco.

A água da chuva inunda uma boa porção da área, se esvaindo depois. Então, tudo recomeça.

Esse ciclo comanda a vida das plantas e dos animais. Durante as cheias (dezembro a março), alguns animais se abrigam nos capões, áreas mais elevadas.

Durante a estação seca (abril a novembro), os animais transitam nas bordas das lagoas e nas matas ao longo dos rios.

Nos concentraremos nos animais que mais experimentam a influência das inundações.

Todos os selecionados aqui são vertebrados, uma vez que a fauna de invertebrados é imensa e sua história natural é muitas vezes desconhecida pelos pesquisadores.

Aqui estão algumas informações sobre peixes, répteis, aves e mamíferos.

Animais do Pantanal

Ariranha

É um mamífero de porte médio, que tem hábitos aquáticos. As ariranhas nadam bem, pois apresentam membrana de pele entre os dedos.

Mas elas também andam sobre a areia à margem dos rios, onde escavam tocas. Nessas tocas, elas abrigam seus filhotes quando esses ainda são muito jovens.

Seu alimento preferido são peixes, que as ariranhas capturam com a boca. Vivem em sociedade e se comunicam soltando gritos curtos.

Mutum-de-penacho

Essa espécie de mutum é típica do Pantanal. Trata-se de uma ave de pernas longas, que tem uma crista sobre a cabeça.

Fácil de ser observada na margem dos rios, onde normalmente anda aos pares.

O macho é escuro e a fêmea tem as asas e a cauda listradas de preto e branco.

Ingerem frutos, sementes, brotos e animais pequenos como gafanhotos e caramujos.

O casal constrói o ninho no alto de uma árvore, sendo as crias cuidadas pelos dois membros.

Jabuti-piranga

O jabuti-piranga, assim como as outras espécies de jabutis, tem o corpo encerrado em uma carapaça óssea.

O termo piranga vem do tupi-guarani, que significa vermelho. As escamas das patas e da cabeça de alguns jabutis-piranga apresentam essa cor.

Um jabuti-piranga vagueia pelo chão atrás principalmente de frutos, mas também de insetos, fungos e material em decomposição.

No entanto, um jabuti passa uma boa parte do dia abrigado sobre vegetação mais baixa e junto de raízes de árvores, pois não tolera bem temperaturas extremas.

É mais frequentemente visto nas áreas secas do Pantanal, como capões e matas ciliares. A fêmea escava um ninho e deposita de 5 a 15 ovos.

Sucuri amarela

A sucuri-amarela, pertencente à família Boidae, habita o Pantanal, mas também parte da Bolívia e nordeste da Argentina.

Uma sucuri-amarela pode chegar a medir 4 metros. Sucuris são serpentes constritoras.

Significa que usam os músculos do corpo, ao invés de inocular veneno, para sufocar suas presas.

Engolem as presas inteiras. No Pantanal ocorrem muitos animais com tamanho favorável para esse tipo de ataque: capivaras, jacarés, garças, tuiuiús e outros.

Uma fêmea adulta (3 a 4 anos de idade) atrai vários machos. Todos permanecem nas proximidades dela por cerca de alguns dias.

Após a cópula com um deles, a fêmea põe em média 40 ovos.

Jacaré-do-Pantanal

Réptil especialista em devorar peixes, o jacaré-do-Pantanal tem sucesso nas áreas alagadas desse bioma.

É uma espécie que pode chegar a dois metros de comprimento na fase adulta.

Durante os meses de chuva, a fêmea constrói dentro da água um nicho feito de galhos, lama e capim. Ela põe cerca de 25 ovos e os vigia para que não sejam predados.

Caturrita

O nome científico desse periquito é Myiopsitta monachus. A coloração verde que ele tem no dorso faz um contorno na cabeça que lembra o capuz de um monge.

O verde contrasta com a tonalidade cinzenta da porção frontal do corpo. As caturritas voam em bandos de 30 ou mais indivíduos.

Constroem ninhos coletivos em palmeiras ou em árvores secas.

Cervo-do-Pantanal

É um mamífero do grupo dos cervídeos, que agrega também os veados. É o cervídeo de maior tamanho que ocorre na América Latina, já que um adulto pode pesar até 130 kg.

Alimenta-se de folhas, flores e brotos e frutos secos. Os machos desenvolvem cornos ramificados à medida que atingem a maturidade. Infelizmente o cervo-do-Pantanal é alvo de caça.

Colhereiro

Com um bico cuja ponta lembra uma colher e com os olhos pequenos, essa ave tem uma aparência rústica.

As penas na lateral do corpo são róseo-avermelhadas e ficam mais vibrantes na época da reprodução.

Forma bandos nas áreas com água. Usa o bico para separar os artrópodes que come da parte líquida.

Tuiuiú

Também conhecido popularmente como jaburu, essa ave é parente da cegonha.

Pode atingir o peso de 10 kg quando adulta. O bico é robusto e escuro.

Com suas pernas longas e finas, o tuiuiú explora águas rasas, movendo os pés com lentidão para não afugentar suas presas.

É capaz de voar em altitudes elevadas e realizar migrações. Constrói ninhos em árvores altas com a copa isolada.

Gavião caramujeiro

Ocorre também fora do Pantanal, mas é mais numeroso nessa área. Habita brejos e pastos alagados.

Tem um bico com a ponta bem curva, o que facilita abrir a concha de caramujos, especialmente os do gênero Pomacea.

Reúne-se com outros da mesma espécie em pontos onde o alimento é abundante.

Onça-pintada

Das populações de onças-pintadas existentes na América do Sul, as do Pantanal são as que comportam os indivíduos de maior tamanho: mais de 100 kg na fase adulta.

As onças-pintadas saem durante o crepúsculo ou de madrugada para caçar. Predam jacarés, capivaras, cervos e antas.

Por vezes soltam sons (esturros) como forma de comunicação, o que é mais frequente durante o período de reprodução.

Isso é porque normalmente as onças-pintadas andam isoladas umas das outras. A expansão das áreas agrícolas é a principal ameaça à sobrevivência da espécie.

Piranha

A piranha é um peixe temido pelos banhistas, uma vez que tem dentes muito afiados e é um animal carnívoro.

Ataca em bando. A reprodução acontece o ano todo, mas é mais intensa entre outubro e dezembro.

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