Animais que nascem do ovo

Os animais que nascem do ovo pertencem aos diferentes grupos de invertebrados e vertebrados.

O ato de uma fêmea expelir ovos e o desenvolvimento dos embriões acontecer no meio externo recebe o nome de oviparidade. As espécies animais nas quais isso ocorre são ovíparos.

Se os ovos estão fora do corpo da fêmea, então eles já foram fertilizados? Em muitos casos sim, a fertilização aconteceu antes, no interior do corpo da fêmea.

Mas a fertilização pode ocorrer no meio externo. Nesses casos, a fêmea depositou ovócitos e não ovos.

No entanto, as pessoas se acostumaram a se referir a eles como ovos.

Dez animais que nascem do ovo

Verme nemátode (Caenorhabditis elegans)

Pertencente ao filo Nematoda, esse invertebrado afilado e muito pequeno vive em material em decomposição.

É encontrado, por exemplo, nos arredores das raízes das árvores de uma floresta comendo frutos maduros caídos e atacados por bactérias.

Os vermes adultos são hermafroditas, ou seja, os espermatozoides produzidos por um indivíduo fertilizam seus próprios óvulos.

Essa espécie vem sendo modelo de estudos do sistema nervoso. Também tem importância para a investigação sobre a genética do desenvolvimento.

Caramujo marinho (Urosalpinx cinerea)

O grupo Mollusca comporta caramujos e vários outros invertebrados. Esse caramujo marinho é um predador capaz de perfurar a concha de ostras para se alimentar delas.

Os ovos são postos na água. A larva sai deles e passa por alguns estágios até se tornar um adulto parecido com os pais.

Lula (Loligo plei)

A lula é um invertebrado do grupo dos cefalópodes, que também faz parte de Mollusca.

As lulas nadam livremente no mar, pois o corpo, apesar de ter 30 centímetros de comprimento, é altamente hidrodinâmico. Não gostam de águas rasas.

Alimentam-se de peixes pequenos que coletam com os tentáculos.

Uma lula tem apenas um evento reprodutivo na vida. Os ovos são grandes.

A fêmea deixa-os aderidos a rochas ou à vegetação submersa. Um juvenil eclode de cada ovo, uma vez que não existe fase larval.

Aranha marrom (Loxosceles intermedia)

Pequenas (até 4 centímetros de comprimento), mas produtoras de peçonha que causa irritação na pele e pode levar à morte.

As aranhas marrons vivem em frestas de rochas e em galhos caídos.

Moram no ambiente natural, mas podem invadir construções. Tecem uma teia esbranquiçada, de onde coletam pequenos insetos que caem nelas.

O macho é menor do que a fêmea. A fecundação é interna. Cerca de 20 ovos são expelidos pela fêmea em cada postura.

Ela os empacota em uma espécie de bolsa tecida com a mesma fibra com que faz a teia.

Libélula (Erythrodiplax basalis)

A libélula é um inseto (Classe Insecta) que defende seu território. É frequentemente vista sobrevoando lagoas e pousando na vegetação.

Tem um abdômen comprido e fino. Os olhos são enormes e brilhantes.

Os casais voam unidos durante a cópula. A fêmea deposita vários ovos sobre a vegetação flutuante.

Do ovo sai uma larva aquática, que permanece submersa até atingir a fase adulta. Essas larvas são predadoras, alimentando-se de larvas de moscas, girinos e peixes pequenos.

Tucunaré (Cichla vazzoleri)

Peixe da região amazônica que mede de 25 a 49 centímetros de comprimento. O corpo é amarelo esverdeado com listras pretas. É um peixe de hábitos carnívoros.

Sua atividade reprodutiva é mais intensa durante o verão. Fêmeas tucunarés depositam muitos ovos na água, que são fertilizados pelos machos.

Rã foi-não-foi (Physalemos cuvieri)

Vertebrado da linhagem Anura. Seu alimento consiste de anelídeos e artrópodes que capturam com a ponta da língua.

Machos dessa espécie soltam um som semelhante a “foi-não-foi” logo que começa a entardecer.

Eles são encontrados nas bordas de lagoas nos pontos em que existe lama e gramínea. Ocorrem até mesmo no centro de cidades.

O chamado atrai fêmeas. Um macho abraça uma fêmea pelas costas e enquanto ela deposita os ovos na água, ele os fertiliza.

Ao mesmo tempo, o macho agita as patas traseiras, formando uma espuma. Essa tem a função de proteger os ovos de animais carnívoros.

Jacaré-do-Pantanal (Caiman yacare)

Réptil com quatro membros locomotores curtos e fortes. Tem escudos ósseos nas costas que dá a eles uma aparência rústica.

Na idade adulta, os indivíduos podem medir até 3 metros de comprimento.

Nadam bem, mas gostam de ficar na superfície de rios, onde capturam peixes e aves aquáticas. Os jovens se alimentam de invertebrados.

Depois de se acasalarem, as fêmeas constroem ninhos com gramínea e terra.

Expelem de 20 a 30 ovos e permanecem por perto. Atacam qualquer um que se aproxima. Dentro de pouco mais de dois meses os filhotes saem dos ovos.

Tucano-toco (Ramphastos toco)

Pertencente a um grupo das aves chamado Piciformes, o tucano-toco é aquele com o bico amarelo-laranja, com uma mancha escura na ponta.

O tucano-toco habita florestas e áreas mais abertas como os capões no Pantanal e a vegetação arbórea mais esparsa do Cerrado.

Comem frutas e invertebrados, mas apreciam consumir ovos e mesmo filhotes de outras aves.

A fêmea deposita os ovos em um buraco de árvore velha. Tanto o macho quanto a fêmea permanecem nos arredores, entrando e saindo constantemente do ninho.

Eles podem se ausentar, mas esse período não se estende por mais de 45 minutos.

Equidna-de-bico-curto (Tachyglossus aculeatus)

Nos mamíferos, é típico se encontrar embriões se desenvolvendo no interior do corpo das fêmeas.

Mas as fêmeas dessa espécie põem ovos. Esse fenômeno acontece com apenas três espécies de mamíferos no mundo.

A equidna-de-bico-curto é uma delas.

Equidnas (duas espécies) e ornitorrinco estão na ordem Monotremata.

No Brasil eles são encontrados somente em cativeiros, já que a origem do grupo é na Oceania (Austrália, Nova Guiné e Tasmânia).

O pelo da equidna-de-bico-curto é rígido, a cabeça é consideravelmente pequena e o par de olhos é quase imperceptível.

Ela investiga o ambiente usando preferencialmente o olfato. Alimenta-se de besouros, formigas e cupins.

Durante o inverno machos e fêmeas permanecem inativos, em hibernação.

Depois desse período, experimentam dois eventos reprodutivos sequenciais. A fecundação é interna.

Os ovos são incubados em uma pequena cova por duas ou três semanas.

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