Império Romano

O Que foi o Império Romano?

O Império Romano foi um conjunto de povos conquistados, reunidos e unificados ao longo de séculos por governos romanos.

O mais impressionante em sua existência foi sua capacidade militar e sua extensão territorial, possuindo territórios em África, Europa e Ásia.

Período do Império Romano – (Quando começou e quando terminou)

Roma foi fundada em 753 a.C. e o Império do Ocidente sobreviveu até o ano de 476 d. C.

Já o Império Romano do Oriente (que depois passou a ser chamado de Império Bizantino), resistiu até o século XV.

Motivos para ocorrer – História

A origem de Roma é contada pelo mito dos gêmeos Rômulo e Remo.

Acreditava-se que o  deus da guerra, Marte teria tido dois filhos com Réia Silva, herdeira do trono de Alba Longa.

Eles seriam herdeiros naturais do trono, já que seu avô, Numitor,  deveria ter ocupado aquele lugar não tivesse sido usurpado por Amúlio, seu irmão.

Foi Amúlio, inclusive, o responsável por mandar jogar as crianças no rio Tibre, evitando qualquer possibilidade de perder seu reinado. Ao chegarem em uma das margens do Rio, são acolhidos por uma loba.

Foram encontrados, posteriormente, por um pastor que os acolheu. Depois de crescidos voltaram para seu local de origem e destronaram Amúlio e deram o reinado de volta a Numitor.

Decidiram, então, que fundariam uma cidade no local onde tinham nascido, mas acabaram brigando e Rômulo mata Remo. O sobrevivente transformou o local em seu refúgio.

Descobertas arqueológicas demonstraram que o mito tinha algum fundo de verdade, ao encontrarem vestígios de construções na região onde Rômulo teria fundado a cidade.

Não se sabe exatamente como aconteceu a fundação de Roma, mas uma das hipóteses apontadas pelos historiadores é que os etruscos seriam os responsáveis por unir latinos e sabinos, povos que viviam em uma região na Península Itálica conhecida como Latium.

Em 509 a. C. os nobres teriam se revoltado contra os etruscos e teriam dominado o poder da região.

Características do Império Romano

Sociedade militarizada

Vivia-se para a guerra, especialmente para ampliar e manter os territórios conquistados e conseguir novos escravos.

Economia baseada em escravos

A maior parte da força de trabalho do Império era proveniente da escravização dos povos conquistados.

Divisão social

Plebeus e patrícios viviam em disputa, já que os primeiros queriam alcançar os mesmos direitos que os últimos, especialmente os plebeus mais ricos.

Além disso, nem todos aqueles que viviam no Império Romano tinham o status de cidadão.

Fases do Império Romano

O Império pode ser dividido em três fases:

Monarquia (de 753 a.C a 509 a. C.)

Teria sido um período dominado pelos etruscos, povo que já estava estabelecido na região antes mesmo da fundação de Roma.

Os reis tinham como atribuições chefiar as questões militares e religiosas.

Além do rei havia o Senado, um conjunto de anciãos que reunia os aristocratas das principais famílias romanas e servia como conselho consultivo do monarca.

O cargo de rei não era hereditário, mas definido a partir das indicações dos senadores.

República (509 a.C a 27 a. C.)

Não se sabe ao certo como foi a passagem da monarquia para um regime republicano.

No início do século VI, os etruscos (que dominavam Roma nesse período) mudavam sua forma de governo, deixando de ter um rei absoluto para ter um colégio de magistrados.

Roma só vai conseguir ter um governo independente dos etruscos no século V, por volta de 480 a.C. .

Império ( 27 a.C. a 395 d.C., ano da divisão em duas partes. O Império do Ocidente acabou em 476 d.C.):

Roma passa a ser um império depois de uma série de conflitos entre os generais de seu exército.

Somente em 27 a.C., Otávio chega ao poder com o apoio do Senado e essas disputas internas pelo cargo acabam.

Como funcionava o Império Romano

O Império era bastante militarizado, fator que permitiu sua expansão e a longevidade de sua existência.

No campo social, havia uma divisão social na monarquia que precisou ser rearranjada no período da república.

A cidadania, estendida somente a patrícios, passa a atingir outros setores da sociedade, especialmente aos cargos que passam a ser criados nesse período.

No início da república somente os patrícios podiam ocupar cargos públicos tinham conhecimento sobre os ritos religiosos e as leis, fazendo com que seu poder fosse mantido quase como uma dádiva divina.

Durante a monarquia e o início da república, Roma dependia muito da agricultura para sobreviver.

Com a expansão do território e o desenvolvimento do comércio, começa a se urbanizar e viver, também, do comércio.

Os romanos viviam muito em função das guerras, seja para expansão territorial, seja como forma de tentar se defender dos ataques externos.

Como era a formação do Império Romano

O Império era formado pela população que ali morava, pelos povos que eram subjugados nas guerras de expansão e por povos integrados ao Império a partir de acordos feitos entre os nobres desses povos e os nobres romanos.

Em alguns casos, a população desses povos teria todos os direitos de um cidadão, com a exceção do voto.

Em outros, eram mantidas as regras e a administração criada por esses grupos em seus territórios, mas contavam com vigilância integral dos romanos para garantir que a lealdade ao império seria mantida.

Divisão do Império Romano

O Império Romano tomou proporções gigantescas ao longo de sua existência. Em 293, Diocleciano, como forma de tentar diminuir a crise que já começava a se instalar, dividiu em quatro partes, cada uma designada a um imperador.

Houve uma tentativa de reordenamento, mas falhou. Em 395, houve, definitivamente, a divisão.

O Império Romano do Oriente teve sua capital na cidade de Bizâncio (depois chamada de Constantinopla) que não sofria tantos ataques quanto o Império do Ocidente, conseguindo resistir até o século XV.

Império Romano do Oriente

O Império Romano do Oriente tinha resquícios da organização política romana, mas sua base cultural era grega, o idioma falado, inclusive, era o grego.

Com o governo do imperador Justiniano, realizaram expansões ao longo da Península Itálica e no norte da África, conquistando territórios pertencentes a povos bárbaros.

No entanto, após a morte de Justiniano o território foi diminuindo, sendo conquistados por outros povos.

A partir do século VI, os bizantinos passaram a se preocupar com a questão militar, especialmente para se defender da expansão dos povos islamizados.

Conseguiu resistir até 1453, quando Constantinopla foi conquistada pelos turcos otomanos.

Ascensão e queda do Império Romano

Causas para ascensão:

  • Expansão gerou riquezas que possibilitaram o desenvolvimento das cidades.
  • Organização das cidades com a construção de arenas, aquedutos, portos e estradas, possibilitando o deslocamento pelo território.
  • Pax Romana: período de estabilização das fronteiras

Causas para queda:

  • Série de invasões bárbaras: além dos povos que viviam ao redor do Império e tinham feito acordo de paz com Roma, outros povos tinham interesse em invadir o Império.
  • Falta de verba para continuar a expansão do Império era um impeditivo para conseguir novas riqueza e mão-de-obra escrava, base da economia romana.
  • Aumento de preços
  • Revoltas dos militares e da plebe por falta de recursos

Política no Império Romano

Roma viveu momentos de monarquia , república e império ao longo de seus mais de 400 anos de existência.

No período inicial, quando era uma monarquia, o rei detinha uma grande parte dos poderes, mas devia também se reportar ao Senado, um conjunto de aproximadamente 300 anciãos.

No período da República esse grupo se manteve, tornando-se, o órgão governamental mais importante, já que era permanente.

Além deles, passaram a existir também os pretores (encarregados da justiça), os questores (espécie de tesoureiros), os edis (encarregados das questões de infra-estrutura e das festividades religiosas), dentre outros cargos.

Os plebeus conseguiram ter conselhos que trabalharam a seu favor na administração pública, angariando maiores direitos.

O Senado era o órgão mais poderoso do Império, tendo influência nas questões políticas e, principalmente, militares.

Com o processo de expansão do território e o aprimoramento das técnicas de guerra, foi ficando mais difícil fazer com que os camponeses participassem.

Para atrair soldados, o general Mário, em 111 a.C. passou a recrutar soldados mediante o pagamento de uma espécie de salário e possibilitando o recebimento de partes do que era conseguido nas pilhagens.

Esses soldados eram fiéis aos seus generais e isso causou uma série de conflitos entre os militares de alto escalão.

Após uma série de guerras chega ao poder Otávio, que derrotou seus inimigos e recebeu apoio do Senado, sendo considerado o único general romano.

A partir de então, Roma deixa de ser uma república e adota o império como forma de governo.

O cargo de imperador não era necessariamente hereditário, mantinha os órgãos administrativos da república, mas centralizava o poder nas mãos do imperador.

Países que fizeram parte do antigo Império Romano

O Império Romano impressionou e impressiona até hoje pelo tamanho de seu território.

O alcance de seus domínios foi para muito além da Península Itálica e da própria Europa.

Alcançou a Península Ibérica (formada por Portugal e Espanha), o norte da África, Grécia, a região da Gália (que hoje corresponde a países como  Alemanha, França e Bélgica), Geórgia, Armênia, Egito, Turquia, parte do Iraque,Síria, Líbano e Israel.

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