Mercantilismo

O Que foi o Mercantilismo?

O Mercantilismo foi uma espécie de plano econômico surgido na Europa por volta do século XVI.

Nesse mesmo período, no final da Idade Média, permeado por uma série de crises, começava a emergir o absolutismo, período em que os reis passavam a, mais uma vez, concentrar os poderes em sua figura.

Quem foi o criador?

O conceito de mercantilismo somente surgiu no século XIX, dado por estudiosos que buscavam compreender as políticas econômicas aplicadas pelos Estados europeus no período do absolutismo.

Período – (Quando começou e quando terminou)

O mercantilismo começou por volta do século XVI, após o que ficou convencionado como o fim da Idade Média e terminou por volta do século XVIII.

Motivos para ocorrer (Origem, Surgimento) – História

O mercantilismo surgiu com intervenção estatal, para fazer com que os reinos acumulassem capitais.

Para poder aumentar suas riquezas, era necessário aumentar a produção e buscar novos mercados para vender esses produtos.

Também era necessário aumentar as reservas de ouro e prata, já escassas na Europa. Foi nesse período que começou-se a navegar para buscar novos locais para explorar e fazer negócios.

Espanha e Portugal foram pioneiros nessa busca em razão de sua posição privilegiada voltada para o Oceano Atlântico.

Apesar do status da burguesia aumentar, essa classe ainda precisava pagar uma alta carga de impostos.

Características do Mercantilismo

  • Incentivo às manufaturas: para que a produção aumentasse e fosse vendida em troca de metais preciosos, era necessário que a monarquia desse incentivos fiscais para que isso fosse possível.
  • Protecionismo alfandegário: a maior parte dos países cobrava altos impostos para importar produtos, enquanto cobrava baixos impostos, ou até mesmo nem cobrava taxas, para vender seus produtos para outros países.
  • Manutenção de uma balança comercial favorável: uma balança comercial favorável significava ter um número de exportações mais elevado do que de importações.
  • Exploração monopolista dos produtos das colônias: somente os países colonizadores poderiam negociar com suas colônias, tanto para importação quanto para exportação. Exemplo: somente Portugal poderia vender produtos para o Brasil e o Brasil só poderia comprar produtos portugueses.

Objetivos do Mercantilismo

  • Consolidação dos Estados nacionais europeus: fazer com que os Estados nacionais se consolidassem enquanto potência, a partir de seu desenvolvimento econômico.
  • Aumento da reserva de metais preciosos: a reserva de metais preciosos era essencial, na época, para fazer com que as economias dos Estados nacionais pudessem ser consolidadas.
  • Expansão de mercado para os produtos europeus: com a chegada dos europeus na América e em partes da Ásia e da África, novos mercados foram surgindo para a venda das manufaturas europeias.

Tipos de Mercantilismos

Apesar de ter características semelhantes, o Mercantilismo se desenvolveu de formas diferentes nos países europeus.

Espanha

No Mercantilismo espanhol, a necessidade de conseguir metais preciosos começou a ser suprida pelas colônias na América.

Em razão de seu pioneirismo, isso fazia com que fosse necessário que os outros Estados nacionais comprassem ouro e prata de seus mercadores.

Apesar disso, o governo, ainda assim, sobrecarregava de impostos os comerciantes e onerava as exportações.

Inglaterra

No mercantilismo inglês havia a proteção da moeda e dos estoques de metais preciosos, proteção da produção, encorajamento e estímulo ao comércio e a marinha nacional.

Foram criadas diversas políticas para proteger a agricultura, tais como: reduzir ao máximo a importação de alimentos e só exportar de acordo com uma determinada quantidade mínima produzida, sem deixar de atender ao mercado interno.

Existia uma forte oposição à livre circulação de navios estrangeiros pelos portos ingleses. Somente os navios da marinha inglesa poderiam aportar ou navios que fossem de mesma origem dos produtos que exportavam para a Inglaterra.

França

Na França o grande responsável por organizar o mercantilismo foi o ministro Colbert.

Ele acreditava que a reserva de prata de um governo fazia com que uma nação fosse forte e poderosa.

Para aumentar a reserva de prata era necessário aumentar a produtividade das manufaturas, trocando, assim, as mercadorias por pagamento em metais preciosos.

Para ele era necessário facilitar a venda de produtos franceses para o exterior, diminuindo as taxas de saída desses produtos.

Colbert fortaleceu a manufatura, mas esqueceu de dar atenção a agricultura, negligenciando esse campo de investimento.

Mercantilismo e Absolutismo

Mercantilismo e absolutismo estão intimamente ligados. Durante o período de consolidação dos Estados Nacionais europeus, que se deu após uma série de crises durante o que se convencionou ser o fim da Idade Média, ou seja, por volta do final do século XVI, os reis passaram a ter maior concentração de poder, algo que já havia acontecido na antiguidade.

As práticas mercantis eram uma forma dos reis acumularem capitais e, assim, consolidarem e protegerem seu reinado.

As práticas comerciais eram mediadas pelo Estado e, a burguesia, apesar de gozar de alguns privilégios, comparados com os dos reis, ainda eram poucos frente aos impostos altos e obrigações que devia.

Mercantilismo e a Colonização

A colonização que se deu a partir do século XVI, especialmente nos países da América, foi essencial para o desenvolvimento econômico das potências econômicas da época.

Por meio do Pacto Colonial, acordo firmado entre colônia e metrópole, as colônias só poderiam vender o que era explorado de seu território por meio da venda para sua metrópole e só poderia comprar produtos provenientes do Estado nacional ao qual estivesse vinculada.

Dessa maneira, as metrópoles podiam garantir um mercado para seus produtos e garantir suas reservas de ouro e prata, seu interesse primordial.

Mercantilismo e o Capitalismo

Pela primeira vez na história mundial, conhecida, esse período marcou uma conexão baseada em trocas comerciais a nível mundial, conectando América, Europa, Ásia e África.

Nesse processo de garantir novas trocas comerciais, os Estados nacionais foram sendo consolidados e a burguesia ganhando maior espaço no campo econômico, político e social, tendo grande papel em relação às trocas comerciais realizadas.

Alguns estudiosos chamam esse período de capitalismo comercial, já que se baseava no lucro mercantil.

Outros historiadores, no entanto, entendem esse momento como uma fase de transição entre o feudalismo e o capitalismo.

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