Reforma Protestante

O Que foi a Reforma Protestante?

A Reforma Protestante foi um movimento iniciado no século XVI, na Europa, mais especificamente na Alemanha, por Martinho Lutero.

O movimento se espalhou por todo o continente, recebendo apoio, inclusive, de alguns senhores feudais.

Em alguns lugares, caso da França, os questionamentos levados pela reforma protestante levaram a revoltas de cunho social.

Criou e iniciou a Reforma Protestante

Martinho Lutero foi o responsável por iniciar a Reforma Protestante na Alemanha.

As ideias se espalharam pelo continente e a insatisfação com a Igreja Católica fez com que outros religiosos iniciassem revoltas em suas localidades, caso, por exemplo, dos calvinistas, liderados por Ítalo Calvino, na França e a reforma anglicana na Inglaterra.

Período da Reforma Protestante

A Reforma Protestante teve início em 1517 e teve seu fim em 1648. Aconteceu em diversas partes da Europa, como Alemanha, França, Inglaterra, Países Baixos.

Causas da Reforma protestante

A Reforma religiosa teve adesão de grande parte da população por acreditarem que as desgraças acontecidas na Europa (Peste Negra, Guerra dos Cem Anos, etc.) seriam fruto de algo errado, um castigo divino.

É importante lembrar que nos séculos XV e XVI a  devoção aos santos foi extremamente disputada, crescendo o pagamento de indulgências e a veneração de relíquias de pessoas santificadas.

As críticas à Igreja Católica começaram a surgir de diversos religiosos que eram contrários à ostentação e ao desvio do celibato que muitos clérigos praticavam.

Um deles e responsável por iniciar todo o processo da reforma era Martinho Lutero, um monge da região que hoje conhecemos como a Alemanha.

Lutero não pretendia criar uma nova Igreja ou uma nova religião, mas fazer modificações na Igreja Católica para que essa fosse mais justa e estivesse mais próxima do que pregava a Bíblia.

Suas 95 teses, pregadas na porta da catedral da cidade, se baseavam em três pilares: infalibilidade da bíblia (ao invés de infalibilidade do papa), justificação pela fé e sacerdócio universal.

Características da Reforma Protestante

  • Contrária a compra de indulgências: as indulgências eram o perdão pelos pecados. Foram uma grande fonte de renda do clero durante a Idade Média e início da modernidade.
  • Justificação ou salvação pela fé: para Lutero um bom cristão deveria ter fé em Deus. Sua fé interna seria o caminho para sua salvação e não as indulgências pagas ao clero.
  • Sacerdócio Universal: os cidadãos comuns deveriam ter proximidade com o clero, sem existir a grande separação entre clero e população. Todos poderiam pregar a palavra divina.
  • Infalibilidade da Bíblia: essa característica afrontava diretamente o poder papal. Para Lutero, o poder infalível seria o da Bíblia e não de um membro do clero. Ele acreditava que todos deveriam ter contato direto com as escrituras e, por isso, o texto bíblico deveria ser traduzido para todas as línguas e não existir somente em latim.

Consequências da Reforma Protestante

  • Lutero foi excomungado da Igreja por suas ideias
  • Uma série de revoltas da pequena nobreza e principalmente as lideradas por camponeses surgiram em razão da Reforma.
  • Depois das diversas doenças e guerras que alastraram a Europa, viram uma possibilidade de mudança e melhoria de suas vidas.
  • Surgimento de uma ala mais radical de protestantes, conhecidos como anabatistas.
  • Além da Alemanha.  a Reforma se espalhou para outras regiões europeias, como França (huguenotes), Inglaterra (reforma anglicana) e nos chamados Países Baixos.
  • Perda de terras da Igreja para a burguesia rural, na Inglaterra
  • Modificações políticas em relação a monarquia: enfraquecimento em alguns lugares (caso da França), consolidação em outros (caso da Inglaterra)

Calvinismo

Calvino é considerado um segundo fundador do protestantismo.

Nascido na França, em 1509, suas ideias tinham influência do pensamento de Lutero, mas seguiram um caminho um pouco mais radical.

Para ele todos os cristãos já nasciam pecadores e nada do que fizessem seria capaz de mudar seu destino.

Para que existisse alguma chance de salvação, o cristão deveria ir sempre ao culto, respeitar sua família e guardá-la com zelo, trabalhar e obedecer às regras da comunidade.

Assim como Lutero, acreditava que a verdadeira fé estava na Bíblia.

Contrarreforma

A Contrarreforma foi a resposta da Igreja Católica ao movimento reformista.

Uma de suas ações foi a instituição da Inquisição. O objetivo era combater heresias e todos aqueles que, de alguma forma, se colocassem contra a Igreja Católica.

Também como forma de combater os insurgentes foi convocado, então, o Concílio de Trento, que teve início em 1545 e sendo finalizado apenas em 1563.

Nesse concílio, considerado o grande marco da contrarreforma, foi reafirmado o poder dos pontífices, a necessidade de celibato do clero, a distribuição da Bíblia somente em latim, o culto às imagens sagradas e aos santos e foi elaborado o Index, conjunto de obras proibidas que tratavam de crenças e acusações contra o clero e a Igreja.

Esse conselho só reforçou a manutenção de todas as questões criticadas pelos reformistas. Além dessas ações, a Igreja Católica de Roma se uniu aos reinos católicos de Portugal e Espanha para difundir a religião nas Américas e conseguir novos fiéis.

Reforma protestante no Brasil

As igrejas protestantes chegaram ao Brasil por volta do século XIX, com a chegada de imigrantes europeus ao país.

A influência desse movimento, no entanto, chegou aqui por meio das missões católicas, da contrarreforma, que tentava buscar novos fiéis no Brasil e no resto da América.

A Companhia de Jesus, criada por Inácio de Loyola foi o grande modelo de expansão católica e da contrarreforma fora do território europeu.

A companhia ficou em terras brasileiras por quase dois séculos, evangelizando e cooptando novos fiéis para a Igreja.

De acordo com a historiadora Jaquelini de Souza, as ideias protestantes, na verdade, teriam chegado muito antes, no século XVII, com a invasão holandesa no nordeste.

Ainda de acordo com as pesquisas realizadas por essa historiadora, pelo menos dois indígenas teriam sido levados aos Países Baixos e entrado em contato com a religião.

Reforma de Lutero

Lutero nasceu na região da Saxônia em 1483, filho de uma família camponesa que enriqueceu ao conseguir obter pequenas minas.

Teve uma educação religiosa, católica e estudou Filosofia na universidade.

Tornou-se monge após fazer uma promessa a Santa Ana (mãe de Maria e que, naquela época, ganhava evidência entre os fiéis católicos) durante uma tempestade.

A questão da salvação espiritual era bastante cara a esse monge.

Acreditava em três principais pilares para a religião: a infalibilidade da Bíblia, salvação pela fé e o sacerdócio universal.

Sua intenção inicial não era cortar relações com a Igreja, mas realizar uma reforma interna, fazendo com que os postulados na Bíblia e os clérigos ficassem mais próximos da população.

No entanto, foi contrário aos levantes de camponeses que viram uma possibilidade de mudar suas condições de vida a partir da mudança religiosa.

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